Dez autarcas do Alto Minho reuniram-se com a ministra do Ambiente

 

Os dez municípios do Alto Minho fixaram até ao final do ano para a renegociação do acordo com a Águas de Portugal para o abastecimento de água e saneamento básico à região. Caso contrário, os municípios estão dispostos a denunciar o contrato, em vigor há cerca de uma década, e avançar para os tribunais. Esta ideia surgiu depois da reunião tida com a ministra do ambiente no dia 6 de Outubro.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Minho Lima (CIM) referiu ainda que os preços propostos, pela Água do Noroeste, para a distribuição em alta tem de ser renegociados até porque há vários incumprimentos no contrato. Já para a rede em baixa as tarifas propostas para a distribuição aos dez municípios do distrito mais aos vales do Cávado e Ave são exagerados e insuportáveis. Rui Solheiro espera que até ao final do ano o contrato possa ser renegociado. O representante queixa-se da cobertura de rede de abastecimento de água em alta e saneamento, pois ao fim de dez anos de contrato, Melgaço, Monção e Valença continuam a não ter rede de abastecimento.

Para o autarca de Melgaço o preço das tarifas é demasiado caro para a população. Solheiro pede “bom senso”, caso contrário os autarcas vão ter de renunciar ao contrato e avançar para um processo judicial.

Os dez autarcas apresentaram ainda vontade de criarem uma solução intermunicipal para a gestão da rede de abastecimento de água em baixa. Rui Solheiro refere que a ministra elogiou a união dos autarcas do Alto Minho, dizendo que é um caso “quase único no país”.